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Existo

Não é na noite fria que me refugio na poesia, mas nas noites quentes em que tu vens. Ardo. Febril de paixão. Transpiro. Transpasso. Eu piro. Enxergo-te nua, despido-me da razão. Despeço-me. Me encontro aninhado em teu peito. Envolto. Em volta de ti, a aura do meu sexo. Já não sou mais eu. Já não sou mais você. Já não sou mais nada. É somente nas palavras, na métrica, na rima, na lágrima do verso escrito que eu sei: existo.

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Nu

Hoje abri a janela e deixei entrar a esperança. No meu prato tem amor pra janta. Espero tranquilo a dança do tempo. Encontro meus sentimentos conversando com meus pensamentos. Já estive aqui antes e eu era criança. Livre pra poder sofrer. Livre pra poder correr. Livre pra não querer morrer. Abri a janela e a esperança entrou. A luz clareou dentro mim. E enfim, sem fim, dei por mim. Descobri-me. Descoberto-me. Estou nu. Sou feliz.

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Sem receio

Ainda choro a casa vazia. Ainda lamento tua ausência. Ainda dói e dói cada vez mais a distância cada vez maior. Ainda a amo como no primeiro dia que ouvi a canção. Não. Mentira. Te amo mais. Te amo incondicionalmente. Te amo os seus defeitos. Te amo sua tolice. Te amo sem ilusões. Te amo sem romance. E não importa se é amor torto. Amo do meu jeito. Te amo sem receio.

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Passo

Um passo de cada vez e eu te laço junto a mim. Entro no teu compasso e desfaço toda minha impressão. Ruim. E assim, sem embaraço, te caço com os olhos, boca, dentes. Traço na mente o que quero. Faço o que posso, o que devo. E sem medo me jogo sem julgo, me entrego, não nego. Eu pulo, dou um passo, caio no abismo. Só pra te dizer que não meço, mas peço.  Teu amor. Porque eu espero, me entrego, quero te amar. O torpor.

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Assim se fez só

Não havia mais choro, não havia mais drama, não havia mais nada.

Não a via.

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Passarás

Sinto raiva, não porque te odeio

mas porque tirastes de mim o desejo de amar.

Não porque não te amo, mas porque te amo demais.

O despertar do amor em mim veio dos teus beijos

E eu, como um tolo, me perdi na delícia dos seus lábios

E tu, como uma tola, me devorou com dentes, língua, paixão

Fui consumido pelo teu fogo e jogado pra dentro de ti,

Das tuas entranhas

E hoje, muito me estranha, não quereres mais saber de mim.

Por isso sinto raiva, não porque te odeio,

mas porque gastei todo meu amor com você.

Sinto o desejo de amar, mas apenas de te amar.

E se já não tenho seu amor, vou viver com ardor

Todo esse sofrimento, essa ausência, essa dor.

Porque quando a raiva passar,

Quando a ferida curar,

Quando tornar a desejar,

Serei capaz de voltar a amar

E dessa vez não serás mais meu amor.

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Estrada curta

A felicidade, meus amigos, é uma estrada curta. Que não dura. Não é reta. É discreta. Escura. Estreita.Ladeada da amargura, acidentada, arrastada. Não se pode escorregar. Não se deve nem piscar, pois num único momento você pode tropeçar. E aí, meu amigo, sabe-se lá onde vai parar.

Eu. Vim parar aqui.

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