Existo

Não é na noite fria que me refugio na poesia, mas nas noites quentes em que tu vens. Ardo. Febril de paixão. Transpiro. Transpasso. Eu piro. Enxergo-te nua, despido-me da razão. Despeço-me. Me encontro aninhado em teu peito. Envolto. Em volta de ti, a aura do meu sexo. Já não sou mais eu. Já não sou mais você. Já não sou mais nada. É somente nas palavras, na métrica, na rima, na lágrima do verso escrito que eu sei: existo.

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