A Ilha

Como eu havia prometido, segue o guia da minha amiga maranhense sobre o que fazer em São Luis. Fiquei 5 dias por lá e o lugar é realmente muito bonito. O centro histórico é maravilhoso e a cidade de Alcântara é tudo de bom. Como era feriado, a cidade estava um pouco vazia e não pude conhecer os museus que ela me indicou, mas uma simples caminhada no Reviver já é uma verdadeira aula de história. Com vocês, o Guia São Luis, por Ilde Nunes, maranhense de Imperatriz no sul do estado, mas que descobriu as belezas do norte.

Uma vez, eu fui inquirida a respeito de realizar uma pesquisa fora da minha provincia, e a resposta pronta e impulsiva foi não (claro)! Meses depois, descobri que a pesquisa era mais importante do que minha antipatia, com a outra parte do meu estado, e foi nesse momento que eu adormeci sul e acordei norte. Marolas de mudanças, experiência de morar sozinha, descobrir um novo mundo, redescobri valores e (re)conhecer pessoas, não é muito fácil. Desde então, é um caso de apego e desapego com São Luís do Maranhão. Sempre que as pessoas me perguntam sobre a cidade, vejo que sempre sou prolixa (não é tão fácil relatar pra alguém que o melhor programa de um ilha inteira é a observação e a sinestesia), e pra complicar a minha situação, tentei escrever um roteiro para um jornalista. Comecei até bem, entretato, tentar “vender um peixe” é tarefa ardua. Enfim, o roteiro foi se transformando em guia (dos mais baratos), e logo em seguida uma certa aproximação com um artigo científico…rsrs. Desejo boa sorte com as linhas que seguem em anexo, e bons finais de tarde na ilha de São Luís.

* CULINÁRIA:

Culinária (a parte que todo gordinho gosta, diz aí? Rsrs), aqui no maranhão, nossa “panela de barro”, sofre influências portuguesa, africana e indígena (tornando qualquer refeição, uma mistura de sabores e cores). Tudo vem sempre carregado de frutos do mar, bastante farinha e arroz (dizem que não existe, outra UF no país inteiro, que mais consome arroz, feito os maranhenses).

O prato mais conhecido do maranhão é o arroz-de-cuxá (cuxá, camarões secos, gergelim e farinha de mandioca), um tanto quanto caro, nos restaurantes “finos” da cidade, contudo, o melhor arroz-de-cuxá de toda a praia Grande/Reviver, é encontrado, em uma barraquinha em frente o centro cultural Odilon Costa Filho (não tem erro, desceu no terminal da Praia Grande, adentrou no estacionamento do Reviver, e advinha?? Você encontrará uma tiazinha de mão abençoada, logo, todas as iguarias típicas desta terra!).

As frutas típicas maranhenses são: bacuri, abricó (cara, vai no mercado redondo e compra é muito bom, nem todos os dias estão expostos, mas, insista espero que você tenha sorte) e buriti.

Com relação a bebidas típicas: o Guaraná Jesus (criado por um farmacêutico e anos luz mais tarde, patenteado pela Coca-cola, cor: rosa, bastante adocicado – que você disse que provou e odiou, disfarça….rsrsrs). Mas, o nosso forte mesmo é etílico, licores de todos os sabores, coloração e gosto; eles podem ser encontrados tanto no mercado redondo, como no mercado municipal. Contudo, a cartada final, o orgulho dos “pés-de-cana” maranhenses – Voilá: TIQUIRA, aguardente que apresenta um belíssimo tom de azul, chegando no roxo, é de origem indígena, feita de mandioca. Diz a lenda (e más línguas) que ao ingerir Tiquira, é melhor não chegar próximo de água, pois antigos pajés e escravos de vidas passadas, podem ressurgir no corpo do individuo (de efeito alucinógenos até a morte, é o risco – enfim não leve tiquira pra praia! Entendeu certo?), mas, quebrando a caixinha de risos dos turistas, cá estou: o lance é o seguinte, pelo nível exagerado de teor alcoólico, melhor não molhar as extremidades do corpo (cabeça e pés), pois pode causar variação na pressão, essa queda ou aumento brusco de pressão, pode levar qualquer ser humano ao hospital é isso – FIM. rsrsrs)

Bom apetite! Baby

Crioula’s Restaurantes: Cardápio variado, comida de ótima qualidade, e com um preço bem em conta. (Na verdade…rsrsrs, eu abusei o tempero, porque passei muito tempo por lá, quando trabalhava na minha pesquisa em São Luís) R. do Giz, 204 (Centro Histórico – Reviver)

Bar de Antigamente: Tem um estilo de botequim (mesinhas de madeiras, envolvidas pelas pedras portuguesas do lado de fora e por dentro tem dois ambientes: o restaurante em si, e na parte superior do prédio é bem decorado com chitas e temas maranhenses, remetendo ao casario da região). Pra almoço sempre tem um bufê, mas rola também à la carte. A Noite, tem musicas ao vivo – MPB, musicas típicas maranhenses, se tiver sorte ouvirá também flautas e saraus de poesias. End: R. da Estrela, 220 (Centro Histórico – Reviver)

Auguri: Cozinha Italiana. End: Av. dos Holandeses, 6, Quadra 9, São Francisco

Maggiorasca: Melhor pizzaria de toda Beira Mar (Dica: deixa pra ir lá, quando fores ao Bar do Nelson) End: Av Litoranea 1Qd, 14, Beira Mar

Lanchonete do Sousa: Fica localizado no estacionamento do Reviver, é o primeiro contato de quem está chegando ou saído do Centro Histórico (como chegar: pelo terminal da Praia Grande). É o melhor cachorro quente da Cidade.

* PASSEIO HISTÓRICO: (espero que encontre alguém legal no feriado pra informar sobre os lugares, tem gente que curte História e esse tipo de programa, as vezes penso que exagero…rsrsrs)

Casa do Maranhão: É um museu folclórico, que funciona no antigo Prédio da Alfândega no Maranhão. (Rua do Trapiche, s/n, Reviver)

Cafuá das Mercês: É o museu do Negro, e que no século XIX funcionava como mercado de escravos. (R. Jacinto Maia, 54)

Teatro Arthur Azevedo: O segundo teatro mais antigo do Brasil foi inaugurado em 1817. Entrar no Azevedo é viajar no tempo, e deleitar-se nos eventos Europeus do período colonial. Visitação de terça à sexta, das 14hs às 17hs, por R$ 2,00 (R. do Sol, 180 – Centro Histórico)

Ceprama Centro de Artesanato: Funciona em um casarão de médio porte (três mil metros quadrados) onde funciona a Companhia de Fiação e Tecelagem de Cânhamo. (R. São Pantaleão, 1332, Madre Deus)

Museu Histórico e Artístico do Maranhão: Funciona dentro de um solar (presumo que o nome é Gomes de Sousa) e data de 1836, foi transformado em museu entre os anos de 1972 a 1973. (R. do Sol, 302)

Centro Histórico Solar dos Vasconcelos: Aqui você encontrará toda a trajetória das mudanças que ocorreram no Centro Histórico, até ser tombado como Patrimônio Histórico pela UNESCO (R. da Estrela, 562)

Convento das Mercês: Hoje é a altar de adoração da família Sarney, com objetos relacionados ao ex-presidente; e também o Museu da Memória, sugiro que não perca essa visitação. (R. da Palma, 502)

Beco Catarina Mina: É nesse beco, que acontece as maiores manifestações de tambor de crioula. É uma escadaria de aproximadamente uns 30 largos degraus, todo em pedras de lioz, do século XVIII. A origem do nome, é atribuído a uma escrava, que graças a seu trabalho árduo e alguns “favorzinhos” (se é que você me entende…rsrsrs) dedicados a alguns coronéis portugueses, conseguiu comprar a própria alforria. (R. Djalma Dutra, s/n)

Igreja do Carmo: Erguida em 1627, e em 1643 foi transformada em fortaleza, daí antes de tudo, é um símbolo de resistência aos invasores holandeses. Dois séculos depois os portugueses, revestiram-na com seus azulejos, prevalecendo até hoje. (Praça João Lisboa, s/n)

Fonte do Ribeirão: Apesar de transbordar o período escravocrata, existem pouquíssimas fontes expostas em São Luís. A do Ribeirão é a mais bem conservada que eu conheço, e foi inaugurada em 1796. (dentro do Reviver)

Museu de Artes Visuais: Na exposição identifica-se azulejos portugueses, franceses, ingleses e alemães do período entre os séculos XVIII a XX (acho que errei a ordem dos azulejos, enfim releve). É possível encontrar também, pinturas de artistas brasileiros, mas voltado pra arte sacra do século XVII. Tem um mirante no 3° andar, que você poderá apreciar (se te deixarem ir até lá..rsrsrs) uma vista magnífica, do Centro Histórico, do Mercado Praia Grande e da baía de São Marcos. (Não sei te informar o valor das visitas guiadas) (R. Portugal, 273)

Palácio dos Leões: Erguido por franceses (1612), é considerada a Fortaleza de São Luís, devido a batalha travada com portugueses. O Palácio tem um estilo neoclássico, e exibe salões, mobiliário e obras-de-arte, gravuras e quadros dos período compreendido entre o finzinho do século XVII até o XIX. (Av. D. Pedro II, Centro da cidade, perto da praça João Lisboa)

Mercado da Casa das Tulhas: O Mercado da Casa das Tulhas, era utilizado para compra, troca de escravos. Fica do lado do Bar de Antigamente, é conhecido também como Mercado da Praia Grande e Mercado Redondo – no coração do Reviver. Encontra-se de quase tudo por lá, não tem como deixar ser guiado lá dentro. O Bom mesmo, é deixar que seus olhos o guie. (Nos fins de tarde, se der sorte, pode assistir a uma apresentação informal de tambor de crioula e capoeira)

Ps.: Tem a Biblioteca Benedito Leite, o Arquivo Público Municipal, o Espaço Cultural Odilon Costa Filho…rsrsrs, que pra mim, seria inadmissível não ir, contudo, eu sei que isso é minha queda pela história.

A Ilha de Alcântara: Visitar Alcântara é uma obrigação, para quem estará em São Luís, fica a uma hora de distância da capital, e é preferível que faça esse traslado de catamarã (o terminal hidroviário, fica na Praia Grande, as saídas sempre de manhã, e a volta no finzinho da tarde, se perder o catamarã, aí meu filho, só no outro dia – é emocionante observar o mar e sol, se tocarem no fim de tarde ao regressar de Alcântara). O sustento de Alcântara é tirado do manguezal e igarapés, e do fluxo turístico. O bom de Alcântara é que todo o vilarejo é histórico, e dar pra fazer o passeio inteiro a pé (em especial, pra aqueles que curtem caminhadas em fins de tarde, não é isso Rodrigo?? Rsrsrs), e o melhor de tudo, em um único dia, dar pra fazer um passeio satisfatório. Tudo começa no Porto do Jacaré, ao subir a ladeira do mesmo nome, você estará no coração da cidade, e vai se deparar com as ruínas da igreja da Matriz e um pelourinho. Você poderá ter um guia, mas se te cobrarem muito caro, você também pode comprar um por uns R$ 6,00, e pode tranquilamente fazer o passeio sozinho. Pontos turísticos de Alcântara: Museu Histórico e Artístico de Alcântara; Pelourinho e Praça Matriz; Casa do Imperador (é uma construção que nunca foi concluída, que seria usada pra hospedar D. Pedro II, contudo, a visita nunca foi realizada) e Casa do Divino (O Divino Espírito Santo é uma festa, cristã que acontece todos os meses de maio, realizado nesse casarão, que expõe em qualquer época do altares e instrumentos utilizados durante as comemorações.)

* LUGARES LEGAIS, BALADAS E AFINS:

O típico programa turístico pelas manhãs é caminhar pelas ladeiras do Reviver (o acervo de casarões históricos e seus majestosos azulejos) foi tombada pela UNESCO, e é considerado Patrimônio Histórico da Humanidade desde de 1997. Dentro do Reviver encontra-se galerias e camelôs vendendo bordados, iguarias e lembrancinhas, CDs de reggaes de bandas da terra (eu indico KAZAMATA) e Tribo de Jah (essa todo mundo conhece, eu presumo).

Reviver: No reviver encontra-se de tudo (Museus, a Casa do Maranhão, barzinhos, Rodas de danças típicas). Partindo do vinhais, pegar qualquer ônibus que passe na integração da Praia Grande, e dar pra chegar lá.

Praça Maria Aragão: Praça destinada a eventos da cidade, Beira-Mar, perto da REFESA(delegacia civil).

Praça Gonçalves Dias: Fica próximo a Igreja da Sé, e é um lugar charmosinho, para se apreciar um fim de tarde.

Centro Odilon Costa Filho: No centro de cultura Odilon Costa Filho, tem sempre um filme em cartaz, que é fora do circuito de cinemas comuns. Cobra-se um valor simbólico, pra assistir. (Reviver)

Chez Moi: Bar-boate, um espaço alternativo (apesar de odiarem esse termo..rsrsrsrs), fica dentro do Reviver, próximo do Bar de Antigamente. Pra chegar lá, você pode embarcar em qualquer ônibus, com o destino ao terminal da Praia Grande.

Bar do Nelson: melhor casa de reggae a beira mar, fica na Av. Litorânea, na praia do Calhau. (sábados)

Trapiche Reggae Bar: Outra Casa de Reggae, a beira mar, também localizado na Ponta D’Areia (fica próximo ao Iate Club de São Luís)

Chama Maré: Espaço aberto a beira mar, com: saraus, tambor de crioula, reggae, mesa de caricaturas, fica na Av. São Marcos, Ponta D’Areia.

Observatório: Fica em uma das ladeiras no Centro Histórico, apesar de ser GLS, é freqüentada por todo o tipo de público, por ser uma boate subterrânea e por ser considerada onde tem os melhores Djs. (Reviver)

Bar do Leo: O Bar do Leo, é legal pra quem curte música popular brasileira de 70 a 80. É todo decorado com objetos antigos, quase um museu..rsrsrs. O dono, exibi um acervo pessoal de discos. Fica na rua 104, nº 500, Habitacional Vinhais

Com certeza: Já foi casa de Pagode e de forró, bastante freqüentada. Fica no Turu, e próximo dessa, tem outra casa do mesmo estilo, chamada: A Fazenda.

Bar da Faustina: Era o recanto da boemia ludovicense, na década de 70, atualmente vende bebidas de baixo custo, e passa por lá, quem ta afim de ter uma noitada, sem tirar os pés do Centro Histórico. (Reviver)

Ps.: Em algumas ladeiras do Centro Histórico, sempre tem radiolas de reggae aos fins de semana.

* PRAIAS:

Av. Litorânea, é complicado saber onde começa uma praia e termina cada praia.

Praia da Ponta d’Areia: Fica próximo do Centro e do Parque da Lagoa da Jansen, é onde estão localizada as melhores casas de reggaes de São Luís. (04 Km do Centro)

Praia de São Marcos: Fica no inicio da Av. Litorânea, é considerada a praia dos surfistas..rsrsrs. A praia que tem mais bares, logo, a animação noturna é garantida. (07 Km do Centro)

Praia do Calhau: é a praia pra cartão postal, fotografar e tudo mais, é considerada a praia mais bonita.

Praia do Olho d’Água: é a praia para os esportes a vela (gente bonita em clima de azaração…rsrsrsrsrs)

Praia do Araçagy: até um dia destes era considerada a mais poluída, mais isso muda o tempo inteiro.

* CURIOSIDADES, LENDAS E RITMOS:

São Luís é a única capital brasileira fundada por franceses, em 1612, por Daniel de La Touche, Sieur de La Ravardière, a cidade nasceu dos sonhos franceses de criar, a França Equinocial, o que seria um novo país na linha do Equador.

*A palavra pequeno(a) está para o Maranhão, assim como a palavra mano (a) está para o Pará;

Nomes atribuídos a ilha de São Luís: Upaon-Açu (em tupinambá significa “Ilha Grande”), Ilha do Amor (autores românticos maranhenses como: Gonçalves Dias e Aluízio Azevedo), Jamaica Brasileira (profusão do reggae na década de 70), Ilha Magnética (essa eu vou deixar pra você me dizer depois!rsrsrs), Atenas Brasileira (alguns dizem que primeira gramática brasileira a ser editada foi por estas terras, por Sotero dos Reis), Cidade dos Azulejos (graças a decoração dos antigos casarões, todo em azulejo oriundos de países europeus);

O Bumba-meu-boi: Festa Junina? Quadrilha tradicional?? Isso ficou para os fracos…rsrsrrs. No Maranhão existe o Bumba-meu-boi! (Que historicamente falando, é a representação das marcas socioeconômicas do período colonial: criação extensiva de gado e escravidão). A lenda: tudo começa em uma fazenda onde Pai Francisco (um escravo), mata um boi de estimação de seu senhor dono da fazenda, para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que deseja comer uma língua de boi. Quando o Senhor dono da Fazenda sente a falta do animal no pasto, começa a investigar entre seus índios e logo descobre que Pai Francisco matou o seu boi. O senhor obriga Pai Francisco a ressuscitar o animal, e a partir daí começa o som das matracas (adoro essa parte). Entre os índios são convocados pajés e curandeiros, para ajudar a salvar a vida do escravo, e quando o boi é ressuscitado, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre. (o som do Bumba meu boi, é inesquecível Rodrigo!) Além dos personagens destacados existem também: O Miolo, que é o brincante responsável pelas coreografias e evoluções do boi; os vaqueiros, que usam roupas de veludo e chapéus de pena com longas fitas coloridas; O Mutuca, para não deixarem os brincantes dormirem durante as maratonas de apresentação de bois, são responsáveis pela distribuição de cachaça aos brincantes, que assim o desejarem;

Ps.:Apesar de ser o cartão postal, quando se fala em folclore maranhense, essa festa já sofreu perseguição da polícia e das elites, por ser considerada uma festa de marginais negros, chegando a ser proibida entre os anos de 1861 e 1868.

A Dona Ana Jansen: D. Ana Jansen em vida, foi uma mulher riquíssima, dona de inúmeros escravos. Era conhecida na corte, por ser bastante perversa. Dizem que a mesma, sentiam prazer em seviciar os filhos de escravos, mandando arrancar dentes e unhas. E que depois de morta, começou a aparecer no lugar, que hoje é o Reviver. Conta-se a lenda, que pela madrugada nas ladeiras de São Luís, escuta-se a sua carruagem passando, puxada por enormes cavalos sem cabeça;

A Serpente encantada de São Luís: Diz a lenda que ao redor da ilha de São Luís, cresce uma serpente adormecida que cresce pouco a pouco com o passar dos séculos, e no dia em que sua cauda encontrar a cabeça, a mesma irá destruir a cidade, e será tragada pelo oceano. Dizem que a cabeça do animal encontra-se na fonte do Ribeirão, e que se você olhar por dentro das grades da entrada em uma noite de lua cheia, poderá observar os olhos medonhos da serpente luzindo na escuridão. De acordo com a lenda esse gigantesco animal, tem moradia nas galerias subterrâneas que percorrem o Centro Histórico, sua barriga encontra-se na Igreja do Carmo e a cauda na Igreja de São Pantaleão. (A História tem uma explicação pra criação dessa lenda, é algo voltado para as fugas dos escravos, que muitas vezes ocorriam pelas galerias, eu sei que meu lado historiador quebra qualquer encanto!);

Ps.: Na Lagoa da Jansen tem um monumento (não sei se está conservado) que representa esta lenda.

Tambor de Crioula: O Tambor de Crioula, é uma manifestação cultural predominante do Maranhão. Não tem local certo pra acontecer, não tem momento certo pra acontecer. Uma roda de tambor de crioula pode ser formada para comemorar um nascimento ou chorar um velório. Dança criada pelos escravos, tem coreografia livre e variada. O clímax de qualquer roda de tambor de crioula é a punga, que é um convite para outras mulheres entrarem na roda. A punga é um toque com a barriga, para que outra brincante entre na roda. A marcação da dança é feita por tambores, chamados de parelhas, são bastante rústicos e feitos manualmente. O ponto de honra para qualquer turista, é presenciar um brincante de tambor de crioula, esquentando (literalmente) o couro de um tambor, porque é através do fogo que os tambores conseguem uma afinação perfeita. (Se você notar, uma fogueira pelas proximidades do Bar da Faustina, terá a oportunidade de observar, o tambor de crioula sendo armado);

Dança do Cacuriá: O Cacuriá é uma dança típica do Maranhão, coreografada (ao contrario do tambor de crioula), coberta de simbolismo, variando em letras e ritmos, crenças e costumes deste povo. Com letras criativas, busca o resgate da história oral e valoriza a sensualidade de um povo. (Pra quem um dia chegou a pensar que funk, é uma dança sensual, seja muito bem vindo, vos apresento: O Cacuriá).

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1 comentário

Arquivado em cara estranho

Uma resposta para “A Ilha

  1. Estranha

    Se fostes ao som de César Teixeira, em “Ilha Magnética”, te apresento a trilha do regresso :

    Ilha Bela
    (Carlinhos Veloz)

    “Que ilha bela que linda tela conheci
    Todo molejo todo chamego coisa de negro que mora ali
    Se é salsa ou rumba balança a bunda meu boi
    Deus te conserve regado a reggae Oi oi oi oi
    Que a gente segue regado a reggae Oi oi oi oi

    Que ilha bela que linda tela conheci
    Todo molejo todo chamego coisa de negro que mora ali
    Se é salsa ou rumba balança a bunda meu boi
    Deus te conserve regado a reggae Oi oi oi oi
    Que a gente segue regado a reggae Oi oi oi oi

    Quero juçara que é fruta rara lambusa a cara e lembra voce
    E a catuaba pela calçada na madrugada até o amanhecer
    Na lua cheia Ponta da areia minha sereia dança feliz
    E brilham sobrados, brilham telhados da minha linda São Luís

    Quero juçara que é fruta rara lambusa a cara e lembra voce
    E a catuaba pela calçada na madrugada até o amanhecer
    Na lua cheia Ponta da areia minha sereia dança feliz
    E brilham sobrados, brilham telhados da minha linda São luís

    Que ilha bela que linda tela conheci
    Todo molejo todo chamego coisa de negro que mora ali
    Se é salsa ou rumba balança a bunda meu boi
    Deus te conserve regado a reggae Oi oi oi oi
    Que a gente segue tocado a reggae Oi oi oi oi

    Deus te conserve regado a reggae Oi oi oi oi
    Que a gente segue tocado a reggae Oi oi oi oi
    Deus te conserve regado a reggae Oi oi oi oi”

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