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O BBB terminou tem mais de mês e esses ilustres ex-desconhecidos continuam figurando nas principais manchetes do país. A vida alheia, de fato, é muito mais interessante que a nossa. E acompanhar como uma novelinha o que essas pessoas estão fazendo após o programa é irresistível para mim. Há motivos para isso.
Não, não sou fofoqueiro. Tampouco fútil. E menos ainda interessado na vida de celebridades (que porra é essa ?). Mas a minha relação afetiva com os tamagoshis globais é grande. Todos os meus 60 leitores sabem que eu trabalhei no programa, para a Globo.com. E durante 3 meses fiquei confinado no Projaquistão acompanhando o dia-a-dia desses fofos. Fofos que já não aguentávamos mais no final. Nas últimas semanas eles nem tinham mais nome. Eram só xingamentos. Dos brabos. Mas não era nada pessoal. Mas ficar o dia inteiro vendo essas pessoas fazendo o que todos nós fazemos foi um saco. Uma coisa é assistir 20 minutinhos de programa editado, com a trama feita, a história estruturada. Experimente ver 14 pessoas dormindo, comendo, escovando os dentes, cagando, falando….. afffffffffffffffffffffffff. É foda.
Enfim, onde quero chegar é logo ali. Pertinho. O BBB acabou. Meu contrato com a Globo acabou ( e os benefiçus também), mas eu, volta e meia, me pego acompanhando a vida dessas pessoas. E sabe por que? Porque foi bom pra caralho trabalhar nesse programa. Porque a equipe era maravilhosa. Porque eu tenho saudade da rotina torturante. Porque eu desenvolvi uma relação afetiva com os participantes.
Minha experiência foi um pouco diferente do resto da equipe de 25 pessoas da globo.com que cobriram o BBB. Todos ficávamos apertados em um sala no PA, ao lado da casa, vendo os BBs pela televisão. Eu, contratado como produtor, fui na casa dos participantes, conheci suas famílias, seus amigos, seus quartos, sua intimidade. E durante todo o programa mantive contato com essas pessoas e depois com os próprios participantes, à medida que eram eliminados. OS blogs não pararam. São pra sempre. Por isso, mesmo com o fim do BBB muitos ainda me procuraram para tirar dúvidas e atualizar o blog.
Resumindo: gosto deles. Carinho grande. Não os procuro. Não falo com eles. Não falam comigo. E nem teria motivo para isso. Não coordeno mais os blogs. Não somos amigos. Até poderíamos ser, mas não nos tornamos. A vida segue. Alguns deles ainda nas capas. Outros no ônibus de volta ao anonimato. Eu sigo no constante e confortável ostracismo, mas não deixo de continuar bisbilhotando a vida dos meus BBs.
Pode ser que um dia passe. Vai passar.






1 Comentário
Julho 16, 2008 às 5:06 pm
Eu admiro a coragem de cada um deles. Lá, editado ou não, tudo é visto sob uma grande lupa. Um defeito é um big defeito. Um errinho pode deixar alguém ser crucificado em horário nobre. Todos temos nossos erros e acertos. Mas apontar o erro dos outros sempre parece mais fácil. Boa sorte pra eles.